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Rebelião contra a extrema direita. A mobilização se levanta pelo Bolsonaro Nunca Mais!

há 19 horas
3 min de leitura
Milhares de jovens ocupam as ruas do país contra a extrema direita, por Lula Presidente - Imagens: Reprodução
Milhares de jovens ocupam as ruas do país contra a extrema direita, por Lula Presidente - Imagens: Reprodução

Apenas poucas horas depois de conhecido o resultado do primeiro turno, a mobilização popular começou a emergir com uma força gigantesca. A vanguarda desse processo tem sido a juventude. Em Niterói, uma convocatória do movimento estudantil para uma assembleia transbordou e se transformou em um ato massivo de rua. No mesmo dia, em Santos, Recife e outras cidades, aconteceram mobilizações semelhantes. O que inicialmente parecia ser mais uma reunião ou plenária se converteu em manifestações massivas, revelando uma grande disposição de luta.


No Rio de Janeiro, foram dois dias consecutivos de grandes atos. Em Curitiba, a mobilização alcançou uma dimensão histórica, entre as maiores manifestações dos últimos anos. Em São Paulo, houve atos na USP e no centro da cidade. O sindicato dos Quimicos de SJC foi sede de uma grande plenária, enquanto cresce a convocação para uma grande manifestação na Avenida Paulista, neste domingo, 11 de outubro.


Belém, Porto Alegre, Natal, Salvador… Em diferentes estados e cidades, a mobilização emerge espontaneamente, com uma energia impressionante. A juventude e a classe trabalhadora demonstram que não estão dispostas a aceitar passivamente a ameaça de perder direitos e conquistas diante da extrema direita e de seu projeto reacionário. Há uma rejeição ao retorno do bolsonarismo ao poder e uma vontade de intervir diretamente nos rumos do país.


A Revolução Socialista – LIS na mobilização



A militância da Revolução Socialista participa ativamente desse processo, contribuindo para organizar as mobilizações e levando nossa política às ruas. É urgente derrotar Flávio Bolsonaro no segundo turno. Por isso, chamamos a votar em Lula 13 como parte dessa batalha contra a extrema direita. Mas essa vitória não está garantida, e a responsabilidade por derrotar o bolsonarismo não pode ser reduzida à disputa nas urnas.

O governo Lula precisa se radicalizar, não apenas no discurso, mas com medidas concretas que respondam às demandas das maiorias trabalhadoras e populares. Isso exige romper com a aliança de classes que subordina os interesses de quem vive do próprio trabalho aos dos capitalistas. Se chegamos a esta situação, é principalmente porque o governo frustrou as expectativas das massas, que esperavam melhorias concretas nas condições de vida. Essa frustração alimenta o descrédito político e abre espaço para o crescimento da extrema direita.



As urnas, as ruas e o futuro que precisamos construir


Este levante popular tem, portanto, uma importância que vai além da disputa eleitoral. Estamos diante de uma verdadeira rebelião que surge desde as bases e pode ser decisiva para virar o resultado no segundo turno. Mas seu potencial não deve se esgotar nas urnas: essa energia precisa impulsionar uma nova etapa de organização e luta, capaz de colocar de pé uma alternativa política de esquerda, anticapitalista e revolucionária, que não caia nos cantos de sereia da conciliação de classes e do reformismo.


Não podemos permitir que toda essa força seja reduzida a um chamado para votar e depois voltar para casa, deixando tudo como está. Precisamos colocar em primeiro plano um programa que responda às necessidades da classe trabalhadora e dos setores populares, oposto aos interesses dos capitalistas.


A extrema direita precisa ser derrotada nas urnas e nas ruas. Para isso, é necessário fortalecer a mobilização, ampliar a unidade na ação e transformar a indignação em força organizada. O Bolsonaro Nunca Mais não pode ser apenas uma palavra de ordem eleitoral: precisa expressar tanto a vontade de impedir o retorno do bolsonarismo ao poder quanto a luta para superar as condições políticas e sociais que permitiram seu crescimento.


Que essa rebelião avance e se transforme em uma força capaz de derrotar a extrema direita e abrir caminho para uma alternativa socialista e independente. É hora de colocar os interesses da classe trabalhadora e do povo pobre acima dos interesses dos capitalistas e mandar o bolsonarismo para a lata de lixo da história, de onde nunca deveria ter saído.

 


 

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