25/11 – Dia Internacional para a Eliminação da Violência Contra as Mulheres
- Comunicação RS
- há 5 dias
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Por Jornalista Manuel Iraola e Professora Suzete Chaffin, dirigentes da Revolução Socialista/LIS
O movimento feminista latino-americano marcou essa data em 1981, para homenagear as irmãs Mirabal assassinadas na República Dominicana. A violência contra as mulheres, ou violência de gênero, é um problema estrutural do sistema capitalista que, além de explorar trabalhadoras e trabalhadores, aumenta a subordinação das mulheres ao gênero masculino. Desigualdade, discriminação, violência física, sexual, psicológica, econômica, cultural, racial, afetam as mulheres desde o nascimento até a morte, tanto no âmbito doméstico quanto no público.
Mulheres são maioria entre as pessoas responsáveis pelos domicílios brasileiros, e estão entre os lares mais pobres. Dos casos de violência contra mulheres, 60,4% foram contra mulheres pretas e pardas.
Instituto de Pesquisa DataSenado, detectou que 3,7 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência familiar neste ano e que 40% das testemunhas adultas não ajudaram no momento da agressão. Depois da pandemia, 88% das mulheres relataram ter vivido violência psicológica em algum momento da vida. Cerca de 70% das vítimas buscam ajuda primeiro na família, apenas 30% procuram uma delegacia, geralmente quando a violência é insuportável. O Ligue 180 fez 16 milhões de atendimentos em 10 anos.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública registrou 1500 feminicídios. Uma mulher assassinada a cada 6 horas. E nem sempre a causa de morte é identificada como feminicídio, muitas vezes fica registrada como vítima de acidente, suicídio ou assalto. Segundo a ONU, no mundo, cerca de 50 mil mulheres e meninas foram mortas por parceiros ou familiares em 2024, uma mulher assassinada a cada 10 minutos, só pelo fato de ser mulher.
Exigir políticas públicas é importante para reduzir riscos e acolher. Denunciar é essencial para prevenir danos mais graves e evitar o feminicídio. Mas a saída de fundo é a unidade de luta das mulheres, para brigar por seus direitos, sobretudo das mulheres trabalhadoras. E unir a luta feminista, a luta antirracista e a luta da classe trabalhadora, contra todo tipo de opressão e exploração capitalista, rumo a construção de uma sociedade justa e igualitária.









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