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É URGENTE COMBATERMOS A EPIDEMIA DE FEMINICÍDIOS NO BRASIL

  • 6 de mar.
  • 3 min de leitura

Por: Manuel Iraola – Jornalista do Sindicato dos Químicos e da Unidos pra Lutar


8 de março – Dia de Internacional das Mulheres – é dia de lutar por igualdade de gênero, pelos direitos das mulheres trabalhadoras, em particular.  E para isso é essencial conscientizar todas as mulheres sobre a brutalidade do patriarcado, que existe há mais de 2 mil anos para oprimir e explorar as mulheres, sob o domínio dos homens. Infelizmente, mesmo no século XXI, persiste a falsa ideia de que a mulher é inferior, incapaz de decidir sobre sua própria vida e sobre seu próprio corpo. No sistema capitalista o machismo é estrutural, institucional e, no caso das mulheres negras, exerce dupla opressão por causa do racismo, que também serve de base para o capitalismo. Por isso, esta luta não é somente das mulheres trabalhadoras. É da classe trabalhadora!

Um dos casos mais aberrantes de violência contra as mulheres no último período foi o ataque dos EUA e Israel a uma escola primária feminina, no Irã. Pelo menos 168 meninas e 14 professoras morreram. Um verdadeiro massacre!


No Brasil, o aumento astronômico da violência contra as mulheres e do número de feminicídios mostra que há uma epidemia no país. O Brasil fechou 2025 com recorde de feminicídios. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública (2025), foram 1470 vítimas, 4 por dia, ou seja, 1 mulher morta a cada 6 horas. Em 70% dos casos o agressor é o parceiro ou ex-parceiro e 65% das mortes ocorre dentro da residência das vítimas.  As mulheres negras continuam sendo alvo principal, representam 64% das mortes por feminicídio. Além disso, há a subnotificação: cerca de 59% das mulheres agredidas não denunciam o agressor.


Cresce também, a monstruosidade dos crimes, como no caso de Tainara, atropelada e arrastada por um veículo na Marginal - São Paulo, assassinada pelo fato de ser mulher. O caso de Eliza Samudio voltou à mídia recentemente. Ela foi morta, em 2010, pelo goleiro Bruno (ex-Flamengo) e seus comparsas, porque reclamava pensão para o filho do casal. Foi mantida em cárcere privado, torturada, morta, e seu corpo nunca foi encontrado. O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos de prisão, porém, a “Justiça” do Rio de Janeiro o libertou em condicional, 5 anos antes do cumprimento da pena. Em seguida, Bruno foi contratado pelo Vasco do Acre, que tem outros 4 jogadores da base presos por suspeita de estupro coletivo. No dia da estreia de Bruno, o clube fez homenagem a ele e aos 4 jogadores detidos. Um absurdo!


Calamidade maior ainda aconteceu em MG. O Tribunal de “Justiça” de Minas absolveu um homem de 35 anos, acusado de estupro de uma menina de 12 anos. O juiz considerou que o réu possuía "vínculo afetivo" com a menina. Tentando transferir a culpa para a vítima, o réu alegou que ela já não era virgem.


O Código Penal Brasileiro, define como crime de estupro de vulnerável a prática de conjunção carnal ou ato libidinoso com menor de 14 anos, com pena de 8 a 15 anos de prisão, independe do consentimento da vítima ou de ela ter mantido relações sexuais anteriormente. A repercussão do caso e os protestos da população fizeram com que o juiz recuasse. O Conselho Nacional de Justiça determinou a investigação sobre a sentença do Tribunal de Minas Gerais e sobre o juiz, que também é acusado de assédio sexual de menores. Um escândalo!


A luta contra essa epidemia de violência às mulheres é da classe trabalhadora! O engajamento dos homens é indispensável para o avanço da luta das mulheres. Mas é preciso que os trabalhadores compreendam que a sociedade é machista, e que é preciso reeducação, mudança de comportamentos, para defender a luta e a vida das mulheres. com muita luta será possível frear essa situação, mas reverter esse flagelo só será realidade quando acabarmos com o capitalismo e construirmos uma sociedade sem opressão e sem exploração.


Chega de violência contra as mulheres! Basta de feminicídios!

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