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20 de maio nas ruas contra a ofensiva repressiva de Tarcísio e das Reitorias!

  • há 3 horas
  • 3 min de leitura

Por Lucas Caron

A repressão brutal promovida pelo governo Tarcísio e pela Reitoria da USP contra a ocupação estudantil da Reitoria, na madrugada do dia 10 de maio, foi um ataque gravíssimo aos direitos democráticos, à universidade pública e ao conjunto da classe trabalhadora.

A ocupação pacífica foi parte da greve estudantil legítima que completará 1 mês, construída por estudantes que exigem condições mínimas de permanência para seguir estudando. Depois da Reitoria fechar as portas ao diálogo, quando prometeu continuar as negociações mas utilizou a mídia para abandoná-las, enquanto milhares de estudantes convivem com o abandono: auxílio permanência insuficiente, precarização do CRUSP e bandejões em condições degradantes, onde já foram encontradas larvas na comida, entre inúmeras outras irregularidades inaceitáveis. 

Ainda assim, a resposta da USP e do governo estadual foi a violência policial. A ação da PM durante a madrugada foi ilegal e arbitrária. Não apenas porque reintegrações de posse não podem ocorrer na madrugada nem em finais de semana, mas porque, segundo as denúncias do movimento, a própria Polícia Militar atuou sem sequer apresentar mandado judicial. Foi uma operação marcada pela total impunidade, pelo autoritarismo e pela tentativa de intimidar o movimento estudantil através da força.

Mas o ataque não terminou aí.

Ontem, 11 de maio, durante o segundo ato no CRUESP na República, estudantes e trabalhadores das três universidades estaduais, USP, UNESP e UNICAMP, que estão construindo a greve unificada, foram recebidos com mais repressão após provocações por parte de vereadores da extrema direita, em uma mesa de negociação em que as três Reitorias fugiram. Nos solidarizamos mais uma vez com todas as pessoas que se mobilizaram e receberam como resposta spray de pimenta e gás lacrimogêneo.

Além disso, um deputado da base governista apresentou o Projeto de Lei nº 439/2026, uma proposta abertamente autoritária e antidemocrática que criminaliza a organização estudantil, o direito de greve e qualquer forma de mobilização dentro das universidades públicas paulistas.

O projeto prevê perseguição política, demissões, expulsões, corte de bolsas, criminalização de estudantes e servidores, além da entrega irrestrita de dados às polícias Civil e Militar. Trata-se de um verdadeiro projeto de exceção dentro das universidades públicas, inspirado na lógica repressiva da extrema direita, que busca destruir qualquer possibilidade de organização, resistência e luta coletiva.

É inadmissível que, em pleno 2026, um governo tente proibir uma greve estudantil assegurada pela Constituição Federal. O direito à organização, à greve e ao protesto foi conquistado com décadas de luta. Nenhum governo autoritário e nenhuma reitoria submissa aos interesses dos poderosos pode retirar esses direitos na base da repressão e da perseguição política.

A ofensiva de Tarcísio contra a USP faz parte de um projeto mais amplo de destruição dos serviços públicos, ataque às liberdades democráticas e criminalização das lutas sociais. Hoje atacam os estudantes; amanhã avançam contra trabalhadores, greves, sindicatos e qualquer setor que se organize para resistir.

Por isso, é urgente exigir um posicionamento imediato do governo federal diante dessa escalada autoritária em São Paulo. Não é possível assistir passivamente à transformação das universidades públicas em territórios de perseguição política e militarização. Se necessário, é preciso intervir para garantir os direitos democráticos e impedir novos ataques.

Também é urgente que as centrais sindicais, os movimentos populares e as organizações da classe trabalhadora rompam a passividade e respondam à altura dessa ofensiva. Para além das notas de repúdio, enquanto o governo avança com repressão, perseguição e retirada de direitos, se faz necessária a resistência popular com manifestações e greve geral, entre as universidades estaduais, com docentes municipais e metroviários, para barrar a escalada da extrema direita em São Paulo. 

É necessário construir uma resposta de massas, unificada e contundente para derrotar Tarcísio e sua política de violência contra o povo trabalhador e a juventude. Para isso, reforçamos a convocação da Marcha Estadual para o Palácio do Governo, no dia 20 de maio, às 14h, partindo do Largo da Batata, em São Paulo.

  • Todo apoio à greve estudantil da USP, UNESP e UNICAMP!

  • Abaixo a repressão e perseguição aos estudantes em greve!

  • Pelo direito de lutar, se organizar e ocupar.

  • Greve Geral em São Paulo para derrotar os ataques do governo Tarcísio!


*Créditos da foto de capa: @daniloverpa

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