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Greve na USP: unidade de trabalhadores e estudantes para derrotar a reitoria e Tarcísio!

  • há 23 horas
  • 3 min de leitura

Por Lucas Caron, militante da Revolução Socialista e estudante da USP.


Piquetes nas salas de aula, mais de 100 cursos parados, assembleias cheias e uma forte mobilização marcaram o primeiro dia de greve de trabalhadoras e trabalhadores técnicos da Universidade de São Paulo. A paralisação contou com a adesão de estudantes e suas entidades no último dia 14. O movimento demonstra a ofensiva necessária para derrotarmos o projeto elitista e privatizante da Reitoria e do governador Tarcísio, além dos ataques aos direitos de isonomia salarial, organização estudantil e permanência. Nos dias seguintes, novas assembleias de curso e do DCE aprovaram a greve estudantil em unidade com trabalhadores. Por isonomia, permanência, autonomia dos espaços estudantis, cotas trans, direitos aos terceirizados e uma educação pública, gratuita e de qualidade, é hora de transformar e defender a USP!



Construída para atender aos interesses da elite paulista e da burguesia, a USP, uma das maiores universidades da América Latina, enfrenta sucateamento, demissões, terceirização e precarização, além de problemas como comida estragada e caos nos bandejões, fechamento de cursos noturnos, ônibus lotados e descaso com a moradia estudantil. Aprovada em 2017, a política de austeridade dos chamados Parâmetros de Sustentabilidade — na prática, um teto de gastos — aprofundou a crise, justamente no momento em que mais estudantes da classe trabalhadora passaram a acessar as universidades públicas por meio das políticas de cotas e permanência, contrariando o perfil historicamente elitista da USP.


Enquanto mantém bolsas de fome e salários sem reajuste, o conselho universitário, junto à Reitoria, aprovou um bônus milionário para docentes: R$ 4.500 mensais, totalizando R$ 480 milhões em dois anos.


O dinheiro existe, mas o projeto de universidade é da burguesia. 

Não bastasse, a Reitoria apresentou uma minuta de cessão dos espaços estudantis, configurando um ataque autoritário à manutenção de centros acadêmicos, atléticas e entidades. O DCE foi intimado a deixar sua sede em 15 dias — medida que remete a práticas da Ditadura!


Privatizar a USP é o projeto do governador Tarcísio de Freitas e de seu aliado político, o reitor Aluísio Segurado. Com a reforma tributária do governo federal que extingue o ICMS — principal fonte de financiamento público da universidade —, a burocracia acadêmica vê uma oportunidade de consolidar a presença do capital privado no ensino, pesquisa e extensão. Para isso, busca dividir as categorias por meio de gratificações, negociações fragmentadas e ataques à autonomia das organizações estudantis. Ainda assim, encontra resistência na unidade entre estudantes e trabalhadores, que retomam a tradição de luta das greves de 2014 e 2023, das ocupações, mobilizações que resultaram em conquistas importantes.



É necessário mobilizar a cidade de São Paulo para defender a universidade pública. Nossa tarefa é unificar e fortalecer as lutas, junto às demais categorias em greve contra Tarcísio, como professores municipais e estaduais, além dos trabalhadores técnicos das universidades federais, que enfrentam as políticas de austeridade do governo Lula-Alckmin. Precisamos construir os comandos de greve, com democracia, participação ativa dos estudantes e mobilização desde a base. É hora de derrotar Aluísio e Tarcísio, conquistando vitórias como o reajuste salarial, aumento das bolsas de permanência, direitos aos terceirizados e investimento em bandejões e transporte, além de barrar qualquer tentativa de intervenção na autonomia das entidades estudantis.


Nós, da Revolução Socialista, tendência do PSOL e seção da Liga Internacional Socialista, lutamos por universidades e educação voltadas à classe trabalhadora, através da construção de uma alternativa política capaz de superar a crise do capital e os governos que atacam os direitos dos trabalhadores.

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