Uma mulher jogada de um penhasco! Enquanto o Estado silencia, a violência machista está descontrolada
- há 3 dias
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Por Verónica O’Kelly
A história de Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza é brutal. Resgatada viva nesta terça-feira (26), após passar mais de 24 horas agarrada à vegetação da Serra do Rola-Moça, em Minas Gerais, ela sobreviveu a uma tentativa infame de feminicídio. Ana Cláudia relatou ter sido empurrada do penhasco pelo ex-companheiro, Silvanildo Amâncio de Araújo, quem a fez sofrer terror psicológico e violência.
Mais uma vez, uma mulher quase foi assassinada simplesmente por ser mulher. Mais uma vez, a violência machista mostra sua face mais cruel. Mais uma vez, o Estado aparece apenas depois da tragédia anunciada.
4 mulheres são assassinadas por dia no Brasil vítimas de feminicídio
Enquanto discursos institucionais prometem “combater a violência contra a mulher”, a realidade segue sendo a de um país onde mulheres são perseguidas, espancadas, abusadas e assassinadas todos os dias. Um país que registra cerca de quatro feminicídios por dia. Uma verdadeira pandemia de violência machista.
Não se trata de casos isolados. Não se trata de “monstros individuais”. O feminicídio é produto de uma estrutura social que naturaliza a violência contra as mulheres e garante a impunidade dos agressores. O patriarcado segue intacto, sustentado por um Estado que preserva as bases da desigualdade e da opressão.
E isso não é por acaso. Patriarcado e capitalismo são inseparáveis. O sistema capitalista se apoia na desigualdade de gênero e na opressão, para aprofundar a exploração, lucrando com a dupla jornada, a precarização do trabalho feminino e a violência cotidiana que tenta disciplinar nossos corpos e nossas vidas. A misoginia não é um desvio do sistema: é parte de seu funcionamento.
O governo Lula tem feito declarações sobre a gravidade da violência de gênero, mas as palavras não mudam a vida concreta das mulheres trabalhadoras. Se realmente houvesse disposição de enfrentar essa barbárie, existiria um orçamento de emergência para acolhimento, proteção e atendimento das milhares de mulheres vítimas de violência. Existiriam casas-abrigo suficientes, equipes multidisciplinares, delegacias funcionando 24 horas, apoio psicológico, renda, moradia e políticas efetivas de prevenção.
Mas nada disso acontece na escala necessária. Enquanto isso, mulheres seguem morrendo.
É urgente decretar uma Lei de Emergência Nacional contra a Violência de Gênero!
É urgente garantir recursos reais e políticas públicas efetivas para proteger as mulheres. É urgente enfrentar as estruturas que sustentam a violência machista.
Não aceitaremos seguir sendo caçadas, violentadas e assassinadas. Nossa revolta precisa se transformar em organização e luta. Porque nenhuma mulher deveria precisar sobreviver agarrada a um penhasco para que sua vida importe.



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Boa reflexão sobre um dos vários casos ocorridos nos últimos dias. Basta de violência machista!
Lula, como em muitas outras políticas apoia causas tão urgentes, desde o combate ao feminicídio à defesa da Palestina, fala apenas para a plateia, sem fazer nada de concreto, não destina o orçamento necessário para a proteção das mulheres, assim como não rompe com o estado ass@s1no de Israel