Tábata Amaral e o projeto sionista no Brasil
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Por Verónica O’Kelly
A deputada federal do PSB - São Paulo (partido do vice-presidente Alckmin), Tábata Amaral, decidiu colocar seu mandato a serviço do sionismo ao apresentar o Projeto de Lei 1424/2026. Trata-se de uma iniciativa gravíssima, que retoma a definição da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA) equiparando antissionismo a antissemitismo, uma operação política consciente para perseguir, intimidar e criminalizar aqueles que denunciam o genocídio do povo palestino.
Este projeto busca blindar um Estado colonial e racista, transformando a denúncia de seus crimes em delito. Trata-se de uma tentativa de impor censura política e restringir a liberdade de organização e expressão de todos os que se solidarizam com a luta palestina.

Inicialmente, o projeto contou com assinaturas de Heloísa Helena (REDE-RJ), Alexandre Lindenmeyer (PT/RS), Ana Paula Lima (PT/SC), Luiz Couto (PT/PB), Reginaldo Lopes (PT/MG), Vander Loubet (PT/MS) e Welter (PT/PR). No entanto, diante da pressão social e da crescente indignação, essas assinaturas foram retiradas. O recuo revela que existe resistência a esse tipo de ofensiva reacionária, ainda que setores desses partidos sigam, na prática, conciliando com posições alinhadas ao imperialismo.
O contexto internacional torna essa iniciativa ainda mais escandalosa.
O sionismo, sustentado pelo imperialismo dos EUA, intensifica sua ofensiva no Oriente Médio: ataques ao Irã, bombardeios violentos contra o Líbano, avanço do apartheid e da ocupação na Cisjordânia, e a continuidade do genocídio em Gaza. Nada disso é episódico. É a expressão de um projeto colonial de longa duração, que remonta à Nakba de 1948 e que segue operando com base na limpeza étnica e na negação dos direitos do povo palestino.
É nesse cenário que a marionete do sionismo, Tábata Amaral, cumpre seu papel no Brasil: atuar para criminalizar a solidariedade internacional e proteger politicamente o Estado de Israel de qualquer denúncia consequente. Ao tentar equiparar antissionismo a antissemitismo, busca-se deslegitimar uma posição política que, na realidade, denuncia um regime de opressão.
Mas essa tentativa não passará sem resposta.
Denunciar um genocídio não é crime, é uma obrigação moral e política. Permanecer em silêncio diante da barbárie é que significa compactuar com ela.
Nós, que não vacilamos um minuto sequer, seguimos firmes ao lado do povo palestino, denunciando o genocídio em Gaza e toda a política de ocupação, apartheid e limpeza étnica imposta pelo sionismo e seus aliados imperialistas. Não aceitaremos nenhuma tentativa de intimidação ou censura.
A causa palestina é a causa da humanidade.
Diante do genocídio, não há neutralidade possível. E diante das tentativas de criminalizar a solidariedade, nossa resposta será mais organização, mais denúncia e mais luta.
Viva a palestina livre, democrática, laica e socialista! Sionistas, não passarão!



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