Eleições 2026: entre a democracia dos ricos e as candidaturas da esquerda independente
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Por Juventude da Revolução Socialista
Ontem (09/08) ocorreram debates em TV aberta com candidaturas aos governos estaduais, mas nem todas participaram. Enquanto a extrema direita esteve presente defendendo sua ofensiva habitual contra direitos, os setores da frente ampla apresentaram novamente seus argumentos para administrar o capitalismo brasileiro, em um cenário mundial marcado por guerras e crises cada vez mais profundas. Conhecemos as diferenças entre esses projetos e o perigo fascista, mas não nutrimos ilusões nas eleições e governos burgueses, nem em quem diz defender a classe trabalhadora enquanto governa e negocia para o empresariado e os imperialismos.

Além das figuras da direita que faltaram deliberadamente aos debates, as candidaturas da esquerda independente - PCB, PSTU e UP - também não participaram, pois não foram convidadas pelas emissoras, que não têm interesse em dar visibilidade a essas posições. A verdade é que as eleições e a mídia burguesa bloqueiam, de todas as formas, a presença de candidaturas que denunciam o capitalismo, a grande mídia, as farsas democráticas sob milhões do fundo eleitoral, a extrema direita e a conciliação de classes da frente ampla, defendendo uma saída revolucionária para a crise do sistema.
Para enfrentar nossos inimigos e disputar a consciência da classe trabalhadora com um programa socialista e revolucionário, nós, da Revolução Socialista, afirmamos: faz falta a esquerda nos debates. Por isso, apoiamos a campanha @esquerdanosdebates, pela presença das candidaturas da esquerda independente, para que possam mostrar quem são os verdadeiros opositores do sistema, das políticas de ajuste e da falsa polarização entre extrema direita e frente ampla - como ficou evidente no debate entre Tarcísio e Haddad em São Paulo.
Também defendemos a necessidade de uma candidatura própria do PSOL pela esquerda do partido. Para as eleições de 2026, fomos a única tendência interna do PSOL a defender essa tática nas instâncias do partido, buscando construir uma frente de esquerda como alternativa à conciliação de classes. Entendemos que Lula e a frente ampla não são suficientes para derrotar a extrema direita e fazer frente a ofensiva imperialista, ao contrário, suas políticas de gestão do capital acabam fortalecendo setores reacionários. Por isso, é necessário superar vícios sectários, oportunistas e de autoconstrução e construir uma alternativa política da classe trabalhadora, que una as demandas imediatas à luta por um governo de trabalhadores e trabalhadoras, contra a burguesia e o imperialismo, em solidariedade internacional aos povos oprimidos.
Nesse marco, consideramos positiva a presença das candidaturas dos demais partidos fora do PSOL. Mas também afirmamos que a campanha pela presença da esquerda nos debates seria mais forte se a tática da frente de esquerda tivesse sido adotada também pelo PCB, PSTU e UP. Existem diferenças e acordos entre essas organizações, mas, priorizando o que nos une e processando as divergências de forma fraterna, seria possível apresentar uma frente unificada como o verdadeiro “novo” nesta disputa eleitoral.
Por fim, reafirmamos que nestas eleições é nosso dever participar, apresentando e apoiando candidaturas com independência de classe e um programa socialista, fortalecer nossas organizações e impulsionar as alternativas revolucionárias. Seguimos no caminho da reorganização da esquerda e do reagrupamento das e dos revolucionários no mundo todo. Por isso construímos a Revolução Socialista, tendência interna do PSOL e seção brasileira da Liga Internacional Socialista. Some-se a esse projeto e venha militar conosco!



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