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RS: "Calamidade pública" ou projeto político?

Atualizado: 8 de mai.

Por Verónica O'Kelly, da Direção Nacional de Revolução Socialista-PSOL e da Direção da Liga Internacional Socialista (LIS)

“Não é hora de procurar culpados" diz o governador do RS, Eduardo Leite (PSDB). Enquanto milhares de pessoas vivem uma situação dramática, perdendo tudo, tendo que ser evacuadas de suas casas e o número de desaparecidos e mortos sobe, se conhece uma informação criminosa: Leite ignorou relatório ambiental de prevenção a tragédias e assim foram reduzidas as verbas no orçamento público para a área.

Segundo os últimos dados, 1.367.506 pessoas estão sendo afetadas num total de 388 municípios. Com 155.741 desalojados, 132 pessoas estão desaparecidas, 361 feridas e 90 mortas. Sob esses tristes números, o cinismo capitalista do governador psdbista se levanta para propor um "Plano Marshall" para a reconstrução do Estado devastado.

O mesmo Leite, em 2019, cortou ou alterou 500 pontos do Código Ambiental do RS ao serviço de favorecer a industria extrativista e o agronegócio. Algumas entidades ambientais na época denunciaram que significou um retrocesso de, pelo menos, 40 anos.

Hoje, o povo do RS precisa da solidariedade de todos nós. Nos somamos e aportamos a todas as ações de ajuda que estão se mobilizando. E continuamos denunciando a responsabilidades dos governos que lucram com a calamidade do povo, junto com insistir que isso tem um nome: capitalismo.


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