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Greve na educação avança e sindicalista rechaça propostas do governo: “escárnio”

Atualizado: 6 de mai.

A greve de professores e técnico-administrativos tem avançado na educação federal. Até esta sexta-feira (3), o movimento paredista chegava a 40 instituições em todo o país, segundo levantamento do Andes-Sindicato Nacional. Na Universidade Federal Fluminense (UFF), os técnico-administrativos estão em greve desde 11 de março. Uma das que aderiram ao movimento é Izabel Cristina Firmino, trabalhadora do Hospital Universitário Antônio Pedro (Huap), integrante da base do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Universidade Federal Fluminense (Sintuff) e militante da Revolução Socialista e Unidos pra Lutar.


Em 19 de abril, na última mesa de negociação com os servidores da educação, o governo insistiu nos 0% de reajuste em 2024, com 9% em 2025 e 3,5% para 2026. Em 25 de abril, o Sintuff realizou nova assembleia, em que a categoria rejeitou a proposta do governo mais uma vez. Izabel classifica a proposta como um “escárnio na nossa cara”.


“Eles não estão na realidade fazendo negociação absolutamente nenhuma, eles querem empurrar para a gente aquilo que sobrou para poder calar a boca da gente. O problema é que a gente não vai engolir”, aponta.


“O governo que ganhou, que foi eleito pelos servidores públicos federais com a promessa de que mexeria na recomposição salarial destes setores, porque nós temos uma tabela salarial, uma carreira que é a pior do Serviço Público Federal. A gente é o salário mais baixo [do serviço público federal], e em dado momento o governo, conversando com as federações, disse que ia reparar isso nesse governo deles, que era injusto sermos tratados com essa diferenciação, desigualdade de remuneração. O que a gente vê é que o montante alocado nos acordos celebrados e nas ofertas propostas reduzem e ampliam essa desigualdade salarial”, lamenta.


Firmino ainda critica a política do Arcabouço Fiscal do governo Lula-Alckmin e a utilização do orçamento para pagamento de juros e amortização da dívida pública.


“Isso significa que o governo tem dinheiro, só que a destinação não é para os servidores, não é para as universidades, não é pra saúde pública”, aponta. Só no ano passado, o governo lançou o Plano Safra, destinando R$ 364,22 bilhões para agronegócio, e direcionou R$ 52,8 bilhões para os militares por meio do Novo PAC. Ainda fechou acordo de reajuste salarial com a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

“Então essas categorias foram beneficiadas ainda no ano passado. Nós tivemos que esperar até agora e o que sinalizam para a gente é isso. Não existe a possibilidade da gente recuar”, enfatiza a servidora do Huap.


“O orçamento para os técnico-administrativo, que são os servidores públicos federais da educação, é insuficiente para valorizar mais de 224 mil servidores. No primeiro bimestre de 2024, o Brasil bateu recorde no valor do acumulado do primeiro bimestre de R$ 467 bilhões, portanto dinheiro há para negociar com os servidores em greve, e fazer com que deixemos de receber o pior salário do serviço público federal. Dinheiro tem, mas o dinheiro não é para gente”, afirma a militante da Revolução Socialista.


*Foto: Jesiel Araújo

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