GREVE na MAC JEE, Indústria Bélica de São Paulo
- há 11 horas
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Por Manuel Iraola, jornalista da Unidos pra Lutar e da direção da Revolução Socialista/LIS
No dia 22 de maio iniciou a greve por tempo indeterminado, na fábrica MAC JEE, indústria bélica, localizada na Região Metropolitana do Vale do Paraíba/SP, na Planta de Paraibuna. Na madrugada do dia 25, uma assembleia paralisou a produção, por várias horas, na Planta de São José dos Campos (SJC).
A categoria reivindica uma PLR (Participação dos Lucros ou Resultados), de R$ 2.300,00 enquanto a última proposta da empresa foi de R$ 1.800,00. A patronal tentou forçar os trabalhadores de SJC a aceitar a oferta rebaixada e intimida-los com um operativo da Polícia Militar, instalado nas duas Plantas. Mas a base de SJC também votou contrário à empresa e se dispôs a aumentar a luta, por causa da intransigência da empresa.
Cabe destacar que o Grupo MAC JEE é uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa (BID) do Brasil, focada em alta tecnologia e materiais bélicos, que conta com cerca de 200 trabalhadoras e trabalhadores na região. Em Paraibuna a "fábrica ativa" possui uma área de 2,6 milhões de m², isolada e preparada para processos de risco, como o manuseio de materiais energéticos, explosivos e testes, onde trabalham cerca de 70 funcionários. Em SJC, onde funciona o setor administrativo, de engenharia e produção de materiais inertes (que não contêm explosivos) trabalha o restante dos trabalhadores. Conta com 5.000 m², localizada estrategicamente às margens da Rodovia Carvalho Pinto.
Em síntese: fabrica bombas, lançadores de foguetes, mísseis, dinamite e produtos químicos militares. E quem tenha dúvida pode entrar no site da empresa para ver a oferta de produtos de guerra como blindados, drones e alvos. Os lucros não são publicados, mas é de imaginar, estando em plena guerra no Oriente Médio, e tendo como principais clientes os Emirados Árabes e Arábia Saudita, além da África, da Ásia e das Forças Armadas Brasileiras.
Para finalizar esta nota, Luiz Eduardo Sanches, diretor do Sindicato dos Químicos e região declarou: “Você leitor, precisa saber e nos ajudar a divulgar: a MAC JEE está lucrando bilhões de dólares e se nega a pagar uma PLR anual de R$ 2.300,00, valor muito menor que aquele pago na região por empresas de menor porte! A fábrica só paga o valor de 30% de periculosidade que exige a lei, porque o Sindicato e os trabalhadores bancaram mais essa luta! Exigimos que MAC JEE recue de imediato e atenda as reivindicações das trabalhadoras e trabalhadores da fábrica!”
A luta é mais que necessária. Justiça seja feita!



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