Trem e metrô públicos! Reestatização já!
- 3 de ago.
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Por Célula metroviária de São Paulo
O que aconteceu na Linha 12-Safira, no dia 23 de julho, é mais um alerta para toda a população de São Paulo. No terceiro dia de operação oficial da Trivia Trens, uma falha elétrica provocou incêndio em uma composição da Linha 12-Safira e paralisou também as linhas 11-Coral e 13-Jade. Passageiros tiveram que deixar os trens e enfrentar uma manhã de caos para conseguir chegar ao trabalho. O episódio aconteceu depois de três dias consecutivos de problemas nas linhas que acabavam de passar para a iniciativa privada. O próprio Tribunal de Contas do Estado de São Paulo determinou que o governo estadual e a concessionária prestassem esclarecimentos sobre as ocorrências.
Transporte público não é negócio. É um direito!
As linhas de trem e metrô existem para garantir o direito de ir e vir da população, especialmente dos trabalhadores e trabalhadoras que dependem diariamente do transporte coletivo para chegar ao emprego, à escola, ao hospital e às suas casas.
Mas o projeto do governo Tarcísio é outro: privatizar, conceder e entregar à iniciativa privada serviços essenciais que deveriam estar sob controle público, dos seus trabalhadores e usuários. E quando uma empresa privada assume um serviço dessa dimensão, a lógica passa a ser a busca por rentabilidade. A população, que precisa do transporte todos os dias, fica em segundo plano.
Reestatizar e fortalecer a malha metroferroviária
É preciso realizar concursos públicos para recompor o quadro de trabalhadores e trabalhadoras. É preciso valorizar os metroviários e ferroviários, garantir condições dignas de trabalho e segurança para quem opera o sistema. É preciso investir pesado na manutenção, modernização e expansão da rede.
São Paulo precisa de um plano público, robusto e de longo prazo de investimentos no sistema metroferroviário, capaz de recuperar a infraestrutura existente, ampliar a oferta de trens, reduzir os intervalos, melhorar as estações e garantir um transporte seguro, confortável e de qualidade. E quem deve controlar esse sistema é o Estado, sob controle e fiscalização da sociedade e dos trabalhadores.

A defesa da empresa pública é também a defesa dos direitos dos usuários. É a defesa do direito a um bom serviço. É a defesa de um transporte acessível, com tarifa que não pese cada vez mais no bolso dos trabalhadores. É a defesa de investimentos que não dependam daquilo que dá mais lucro para uma empresa, mas das necessidades da população. Por isso, precisamos construir uma grande mobilização contra as privatizações.
Chamamos os usuários do transporte, os trabalhadores, os movimentos populares, as organizações estudantis e toda a sociedade a se somarem à luta em defesa do Trem e do Metrô públicos.
É hora de unificar nossas forças!
Não podemos enfrentar as privatizações de forma fragmentada, uma linha de cada vez. É preciso construir uma luta unificada contra todo o projeto de privatização do transporte público por parte de Tarcísio e também dos governos anteriores.
Defender a CPTM e o Metrô é defender o transporte público. Defender os trabalhadores metroferroviários é defender a qualidade e a segurança do serviço! Por isso, as centrais sindicais precisam assumir sua responsabilidade e convocar uma Greve Geral no Estado de São Paulo contra as privatizações e em defesa dos serviços públicos.
Basta de privatizações! Greve Geral contra todas as concessões, privatizações e terceirizações!
Pela reestatização de todas as linhas Metroferroviárias sob controle dos trabalhadores e usuários!
Concurso público e valorização dos trabalhadores!
Plano robusto de investimentos públicos por mais qualidade no sistema metroferroviário estatal!



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